Editora: Intrínseca
Gênero: Drama/Romance
Páginas: 256
Nota: 5/5
Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. "Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança."
Logo no começo do livro, nós conhecemos um pouco a vida de Pat, um ex-professor que acabou de sair do "lugar ruim"- nome que ele dá a instituição psiquiátrica - e que precisa se reencontrar no mundo e reconquistar a sua ex-esposa Nikki, que por um motivo o qual Pat não se lembra, pediu um "tempo separados" logo após a sua internação. Além do drama vivido pelo o protagonista de querer reconquistar sua amada esposa, existe também a péssima relação dele com o pai, que o ignora sempre que Pat tenta uma aproximação amigável.
Com tantos problemas, Pat procura "refúgio" em meio as atividades físicas e durante todo o "tempo separados", ele pratica ser um homem melhor e ser gentil ao invés de ter razão como ele mesmo fala, já que em sua cabeça isso trará Nikki de volta. Ele acredita que a vida é um filme, e que apesar das dificuldades que o "herói" enfrenta, sempre há um final feliz. Mas até que ponto a vida realmente nos leva a um final feliz?

Imagem via A Series Of Serendipity
Pat tornou-se o meu personagem favorito de todos os tempos. Me identifiquei tanto com ele, com algumas de suas atitudes, que me peguei pensando diversas vezes como o autor conseguiu entrar em minha mente e descrever um personagem tão parecido comigo (risos). Algo nele me encantou tanto que me levou as lágrimas durante boas partes do livro. Ele me fez sonhar com um homem que acredita no lado bom da vida e no lado bom de cada acontecimento negativo. Um típico homem apaixonado por esportes e torcedor fanático dos Eagles (time de futebol americano) que tem um coração de ouro e que me encanta com cada pensamento totalmente ingênuo.
Quanto a Tiffany, personagem que também possui problemas mentais e acaba conhecendo Pat, eu posso dizer que senti muita raiva dela em vários momentos, mas que no fundo ela é uma boa pessoa. Uma menina um tanto quanto egoísta que já sofreu mais do que qualquer personagem do livro e que realmente merece um final feliz para o seu "filme".
Por falar em filme, para quem não sabe, "O Lado Bom Da Vida" foi adaptado para as telonas e sofreu transformações drásticas, principalmente no final, então quem quiser assistir ao filme primeiro não tem problema. Eu amei ambos, mas me emocionei bem mais com o livro.
Eu confesso que poderia ficar horas e horas tentando escrever tudo o que esse livro passou para mim e tudo o que aprendi com o Pat e com a Tiffany, mas acho que ninguém iria ler um post gigante (risos). Só posso resumir que esse livro superou as minhas expectativas que eram bem altas e que ele me transformou em uma pessoa muito mais positiva. Ele te envolve tanto na história, sua narrativa é tão maravilhosa que não tenho palavras para descrever quão maravilhoso é "O Lado Bom Da Vida"...
"Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e me lembro de continuar tentando, porque eu sei que, embora as coisas possam parecer sombrias agora, minha esposa logo voltará para mim."


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